Gestão Jurídica

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Sobre inovação, tendências, modismos jurídicos e o que de fato importa: as pessoas.

05/11/2019 | Tempo de leitura:

[Tempo de leitura: 05 minutos]

 

I.A. (inteligência artificial), Legal Softwares, BigData, Chatbots, Visual Law, Legal Lean, Legal Data Science, Legal Design Thinking, Litigation 4.0. O futuro chegou e todos os nossos problemas estão resolvidos. #soquenao

Toda inovação, tecnologia e novos conceitos disponíveis no mercado jurídico não adiantam de nada se o escritório de advocacia não souber claramente seu propósito, seus objetivos e quais decisões tomar frente a tanta informação.

O artigo de hoje não visa dissertar sobre as aplicabilidades de cada um dos tópicos citados no início do texto, mas sim, provocar uma reflexão sobre a necessidade de entender qual a estratégia de negócio do escritório, quais as escolhas certas para potencializá-la, mantendo o foco no que de fato importa: as pessoas e suas experiências enquanto consumidoras do serviço de advocacia.

Neste artigo, daremos ênfase na transformação digital que ocorre no meio jurídico.

 

Ser digital é mais sobre pessoas do que tecnologia

Para um escritório de advocacia se tornar digital, antes de mais nada, ele precisa se tornar mais humano. Sim, isso mesmo! A primeira pergunta a ser feita pelos gestores antes de embarcarem em uma transformação digital, não é tecnológica, mas humana e deve partir da questão: Que diferença queremos fazer na vida dos nossos clientes? A resposta a esta questão deve ser a base para a construção de um escritório digital.

O principal desafio e maior legado da revolução tecnológica que ocorre no mercado jurídico neste momento, com certeza será dos escritórios de advocacia que se concentrarem primordialmente nas pessoas e usarem a tecnologia como meio propulsor de resultados e do capital humano, pois ao compreender as reais necessidades dos clientes e o uso de tecnologias, torna-se possível desenvolver soluções eficazes, customizadas e que farão a diferença para cada consumidor.

No entanto, colocar os clientes em primeiro lugar não diminui a importância da tecnologia.  Ter uma compreensão profunda do cliente deve servir para orientar a escolha de quais tecnologias e conceitos devem ser incorporados pelo escritório. Lógico que o escritório pode (aliás, deve) ter uma infraestrutura de TI robusta para recebimento, armazenagem e segurança dos dados, ferramentas de TI para automatizar e agilizar o trabalho jurídico, práticas de mobilidade – não apenas de atendimento ao cliente, mas também de trabalho remoto da banca quando necessário, bem como um bom plano estratégico de comunicação e presença digital. Tudo isso é importante, mas não deve ser o ponto de partida.

Para entender verdadeiramente as pessoas, a equipe do escritório deve antes explorar o campo de humanas, indo a fundo na compreensão do cliente, o que significa olhar nos olhos, vivenciar seu dia a dia, suas principais dificuldades dentro da empresa, suas dores, e, também, compreender o que de fato será diferencial para ele e lhe entregará valor agregado concreto.

O livro “Value Proposition Design: Como Construir Propostas de Valor Inovadoras” traz ferramentas que auxiliam a desenvolver, testar, criar e gerenciar serviços que os clientes realmente querem. A leitura auxilia a evitar dispêndio de tempo com ideias que não funcionarão.
Canvas-da-Proposta-de-Valor Advocacia

Para se desenvolver neste caminho, algumas ações devem ser trabalhadas junto à equipe, dentre elas:

  • Promover uma cultura orientada à serviço e ao cliente;
  • Promover uma cultura de colaboração;
  • Promover uma cultura de agilidade e interação horizontal;
  • Promover uma cultura que faz do digital o padrão (digital-first);
  • Promover uma cultura de inovação;

É através da fomentação e incentivo do time nestes aspectos que o terreno começa a “ficar fértil” para a cultura digital florescer. E a medida que os escritórios de advocacia se tornam digitais, eles passam a se movimentar mais rapidamente e adotam uma rotina mais dinâmica, o que impacta diretamente na entrega de melhores resultados.

O caminho da transformação digital é complexo e muitos escritórios falham nessa caminhada ao colocar o foco exclusivo nas tecnologias, esquecendo-se dos protagonistas: as pessoas!

A tecnologia em si não constrói uma cultura – somente os seres humanos são capazes disso! Projetar um escritório disruptivo e que de fato entregue valor ao cliente é difícil, às vezes confuso, com movimentos de tentativa e erro. É um processo contínuo, dinâmico e de certa forma, interminável!

No entanto, para os escritórios que enfrentam o desafio com seriedade, a recompensa pode ser enorme em termos de desempenho, produtividade, engajamento da banca e uma série de outros benefícios, em especial para seus clientes.

Nadia Delbin | Head de Marketing do LG&P

 


 

Sobre o LG&P

Criado em 2009, o LG&P é um escritório de advocacia com mindset voltado para negócios que atende exclusivamente o mercado corporativo, oferecendo soluções jurídicas nas áreas do Direito Tributário, Trabalhista, Empresarial, Societário, M&A e Digital, no consultivo e no contencioso.

Sediado em Campinas, o escritório também possui filiais nas cidades de São Paulo e Limeira, e atende clientes de todo o Brasil, nos mais diversos segmentos de mercado. Fundamentado na Jurimetria, o LG&P auxilia seus clientes na administração de suas demandas e na tomada de decisões assertivas, conseguindo assim viabilizar negócios, salvar empresas, enxergar além dos problemas, antecipar direitos e deveres, e aumentar a lucratividade de seus parceiros.

O amplo know-how e os bons resultados que o escritório vem entregando ao longo de mais de 10 anos de atuação, tem despertado cada vez mais o interesse de grandes marcas do mercado, posicionando o LG&P como o parceiro ideal para administrar os assuntos jurídicos de médias e grandes empresas, nacionais e multinacionais. Saiba mais: homolog.hous360.com.br/lgp-site-v3



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